Cheguei à sala e vi a minha mãe a chorar compulsivamente, talvez fosse de saudade, realmente ela não queria que eu fosse embora.
Eu: Mãe.. Eu vou voltar, eu venho visitar-te.
Mãe : Eu sei filha, vai , não te preocupes comigo, eu estou bem.
Dito estas palavras, cheguei-me ao pé dela e dei-lhe um beijo na testa em sinal de carinho e paz, despedi-me dela e mais uma vez prometi-lhe que iria vê-la e vinha visitá-la quando podesse, sai de casa e lá estava o meu padrasto sentado na rua, no banco mesmo à frente á minha casa, chamei-o .
Eu: Miguel ?!
Miguel: Ana, olá querida, como estás ?
Eu: Bem obrigada, vamos embora ?
Miguel: Sim, vamos, a tua mãe está bem ?
Eu: Huum, pode-se dizer que sim, quer dizer mais ou menos, está a chorar.
Miguel : Porque ?
Eu: Porque nunca se tinha habituado à ideia de eu sair de casa assim tão cedo.
Miguel: Pois.. Bem, sempre queres vir comigo ?
Eu: Sim, tenho a certeza miguel, vamos ? Estou com pressa, isto já não têm qualquer significado para mim.
Miguel : Pois, espero que estejas mesmo decidida, depois só vens visitar a tua mãe no Verão.
Eu: Por mim tudo bem, espero habituar-me ao país e à cidade, arranjar amigos e ter uma vida normal.
Miguel : Irás ter, acredita.
Iamos caminhando até ao carro enquanto falavamos da viagem, não estava triste, estava com saudades diremos assim, custava-me deixar a minha mãe aqui sozinha, sem ninguem, mas iria voltar a vê-la no verão, passar o Natal sem ela podia dizer que era um desgosto para mim, mas a minha decisão estava tomada, ia embora.
Eu : Bem chegamos ao carro, o aeroporto é muito longe daqui ?
Miguel : Não muito, demora 30 minutos uma hora, temos de ter calma, vai correr tudo bem.
Eu: Eu sei Miguel, eu sei .
Durante o percurso até ao aeroporto acabei por adormecer, tinha-me deitado muito tarde na noite anterior e quase não dormi a pensar como tudo iria ser no dia seguinte, adormeci e quando lá chegamos o Miguel com o seu tom de voz suave acordou-me.
Miguel : Ana, acorda.
Eu bocejei como qualquer pessoa normal, demorei ainda algum tempo a acordar, levantei-me e fomos em direção ao aeroporto, a partida do avião iria dar-se em breves minutos ou horas talvez, era tudo novo para mim.
Eu: Bem, falta quanto tempo ?
Miguel : Falta 30 minutos Ana.
Sentamo-nos num banco à espera que nos chamassem, estava a ver as noticias, dizendo melhor, estava a ler o jornal, seria a ultima vez que iria estar informada sobre NY, iria deixar a minha melhor amiga que por acaso não sabe de nada, decidi não contar-lhe, seria muito triste ver a sua mágoa enquanto partia, preferi guardar segredo.
Miguel : Bem, vamos .
Eu: Sim, vamos .
Aproximamo-nos do conjunto de pessoas que iriam para o mesmo avião que nós, estava um pouco nervosa, pois iria ser a prima vez que iria andar de avião, uma tal senhora que estava de uniforme deu-nos ordem para entrar-mos dentro do avião, eu e o meu padrasto Miguel entramos, quando olhei para o interior do avião fiquei pasmada, era tudo tão grande, tão acolhedor, tudo tão novo para mim, decidi senter-me lá atrás pois não era muito social e não gostava de estar sentada ao pé de pessoas que não conhecia, sentei-me obviamente ao lado do Miguel.
Eu : Quando é que a viagem vai começar ?
Miguel: Têm calma Ana, ainda vai demorar algum tempo, colocarem as bagagens, as pessoas sentarem-se é um processo lento, bastante lento.
Após as palavras do Miguel, deixei-me de pensamentos enconstei-me à cadeira e acabei por adormecer, estava muito cansada e como tinha dito dormi pouco, o que fez com que adormecesse logo no primeiro minuto que me sentei, passado algum tempo acordei novamente com o tom de voz e leves empurrões do meu padrasto Miguel, acordei exaltada pois pensei que algo tivesse acontecido.
Eu: Miguel, está tudo bem ?
Miguel: Sim, já chegamos Ana.
Esbotei um sorrisso na cara, estava muito contente, finalmente tinha chegado à Dinamarca, mais propriamente Copenhaga, sim , o meu padrasto e eu iamos viver para a Capital da Dinamarca.
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